A Brigantina

Wednesday, November 28, 2007

UP: Cerca de 30 alunos em manifestação


Aumentos das propinas, adaptação ao Processo de Bolonha e novo regime jurídico do ensino superior motivaram protesto pouco participado.

Não seriam mais de 30 os alunos da Universidade do Porto (UP) que se manifestaram hoje, quarta-feira, na praça Gomes Teixeira, frente à Reitoria. As principais reivindicações prenderam-se com o progressivo aumento do valor das propinas, o sistema de empréstimos a estudantes, que dizem ser um "negócio", e com a adaptação da UP ao Processo de Bolonha.

Os estudantes seguraram uma faixa com o slogan “A educação não é um negócio” e gritaram frases contra as propinas, Bolonhagritaram frases contra as propinas, Bolonha e a privatização de muitos dos serviços na universidade (bares, serviços de fotocópias, entre outros)privatização de muitos dos serviços na universidade (bares, serviços de fotocópias, entre outros).

António Valpaços, aluno da Faculdade de Letras da UP e porta-voz dos alunos, disse que “o 1º ciclo não dá para integrar o mercado de trabalho. Os mestrados têm valores de propinas altíssimos, que os estudantes não podem pagar". "É uma política de completa irresponsabilidade e temos que mostrar a nossa insatisfação. Queremos uma escola pública com qualidade para todos, como manda a Constituição Portuguesa”.

Críticas à FAP
O porta-voz referiu ainda que a manifestação também pretendeu mostrar descontentamentomostrar descontentamentoDescarregar ficheiro face ao novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). E acusou a Federação Académica do Porto (FAP) de nada fazer contra os "ataques" ao ensino superior.

"É uma vergonha o valor que pagamos de propinas. Protesto contra a falta de acção social do Estado, que tem obrigação de levar a cabo uma acção social que permita a todos ingressar no ensino superior público. Cada vez mais em Portugal o ensino superior é para os que podem, e não para os que querem", declarou Pedro Gonçalves, da Faculdade de Direito.

Os manifestantes acreditam que o ensino superior pode ser gratuito. Basta que, segundo o porta-voz dos estudantes, “haja uma política que esteja ao interesse da população e ao interesse do país, o que não se tem verificado". "Nós, alunos, falamos de um subfinanciamento do Estado em relação ao ensino superior porque, de facto, ele é financiado pelos estudantes”.

“Não se pode dizer que foi uma grande manifestação, mas pelo menos serviu para dar a conhecer o nosso descontentamento ao Governo”, referiu a aluna Margarida Silva.

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